Soneto: O VATE AUGUSTO EM SUA ETERNIDADE


 O VATE AUGUSTO EM SUA ETERNIDADE 

Augusto cujo sangue o fel destila
Venenos transmudados em lamento
E cada verso irrompeu o teu tormento
Quanta horripilância a mente aniquila?

Das salas onde o tempo se perfila
Professor supremo do pensamento
Transformas toda podridão em portento
Cada átomo vil em ti cintila
 
Qual enigma nas células invade?
Esta verdade que abrasa e consome
Dissecando voraz infinitude?

Pelo átrio onde a dor já persuade
Desvela-se agora o místico nome:
Dos anjos, na eternal imensitude!
 
             Almir 13-06-2025

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