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Mostrando postagens de abril, 2025

Soneto: FENOMENOLOGIA DO VERSO ERRANTE

FENOMENOLOGIA DO VERSO ERRANTE Ó frágil melodia! – que me envolve, A angústia metálica despedaça, Treva incandescente que me revolve, – Grito que o destino – ímã! – rechaça. Nas dobras do texto – ácido some... – Linguagem, sangue, tece vil desgraça, E o poema – arquétipo me consome –, Ressoa: eco de trágica ameaça. Mentir: seria o traço – que obnubila... Ou a verdade nua em cristal sereno? – Que no papel místico se aniquila, Além do signo efêmero e terreno, Kant murmura: é essência que exila... – Entre o real e o sonho, no seu pleno. Almir 25-03-2025